quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

potentia est in animum




Fala-se do poder das palavras ou de tudo que é desnecessário para o desenvolvimento dos seres , para a plenitude de viver dos mesmos , a questão é muito simples , todo conceito é mero instrumento do pensar para propiciar uma evolução verdadeira e toda palavra é mera arrogância de algumas pessoas que pretendem introduzir no cosmos uma responsividade a uma prepotência antropomórfica ; o universo somente irá responder , não pelo conceito e sim pela entronização do estado perceptivo de ser verdadeiramente , sem circunstâncias que qualifiquem ou palavras ou conceitos que expressem meramente a mentira , o verdadeiro estado tem a placidez da atitude centrada e não a insuficiência da retórica...






Luiz Grimaldi






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Alude-se aqui , não a restrição da palavra em orações evasivas mas o poder atuante da palavra na criação de nexos diretos para a atitude , algo que atualmente é visto como mistificação - as antigas fórmulas mágicas - em verdade não são mistificações , mas eram elementos para transposição de determinados níveis mentais ,  para outros níveis mentais utilizando-se da vitalidade - que é a união de diversos centros , existentes no ser humano , assim como no cosmos - ;  o meio e consequentemente o instrumento da atitude direcionada é o redirecionamento da vitalidade na obtenção de resultados verdadeiros , de outra forma é apenas o desenvolvimento dos vícios da personalidade , portanto de nada adianta a fé retórica , a fé conceito , ou o deus limitado de certas religiões - que apenas apagam a espiritualidade e todo o potencial da mesma - , a fé deve ser viva , atuante e sem elementos doutrinários ou fórmulas dominadoras...



Luiz Grimaldi

"Nihil est in intellectu quod ante fuerit in sensu. (Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos.)" Antigo





Fonte de poder ou destruição são os olhos e como usamos estes , o que queremos ver e o que deixamos de ver determinará a vida que levaremos , pois interpretaremos , diante de todas as nossas e demais fraquezas alheias o que pode ser melhor ou o que pode ser pior e disto , adivirá a alimentação de nossas almas ou sua inanição , portanto , basta saber que tudo é uma escolha...

Luiz Grimaldi



"Nihil est in intellectu quod ante fuerit in sensu"

Sentir a vida significa sentí-la com todos os sentidos e convertê-la para que os sentidos diretos , exteriores , busque ver somente o necessário para viver e no viver , evoluir , sinta a vida , não procure entendê-la , ou definí-la , pois a vida não entende aquilo que você pensa ser , a vida vive de fato aquilo que tu és.


Luiz Grimaldi






Sim e assim quando aprendemos a morrer em vida , quando o sonho não mais sorri e nem a saudosa esperança acena dias melhores , como de fato fazer para ser e viver a vida que abandonou os lábios cerrados , o sorrir mofado e as vãs palavras ? Neste mundo , cercado de vontades incongruentes , de cegos espectros manipuladores , como fazer para encontrar o caminho perdido?
Bastará sorrir falsamente ou quem sabe aceitar tudo de todos e aguardar , quem sabe um caos qualquer que tire o naufrágio de uma vida relembrada no fracasso ? O que de fato vale para tornar o espírito tão salutar que possa viver de verdade uma vida , nem feliz e nem triste , distante das incongruências das contradições ? Deveria o ser deixar-se levar somente pela religiosidade e assim mentir ao próprio deus , em seu falso conformismo ? Não seria de tantas mentiras que nasce a corrupção e esmorece a espontaniedade ? Será que devemos fazer da vida uma pergunta ou quem sabe milhões , ou na atitude da resposta , tomar a estrada e não mais chorar ou lamentar e simplesmente seguir adiante..
Quantos vampiros aguardam e os mesmos estão entre a moral que nem é tão certa e a lei que tem tantas lacunas , deveria de fato a sociedade crescer ou a sociedade é o despojo das vontades inexistentes , das vontades dirigidas ? Como pode o ser alimentar todos os vícios no sentir e manifestar-se e após isto cruzar as mãos e dobrar os joelhos em orações ?
Criador , criador , criador , que luta é esta que travamos com tantos fantasmas , com tanto pó da terra , com tanta ignominia e fuga desta por tanta falsidade ?
Viver , leve e sem medos , sem medo de simplesmente aceitar que não tem o domínio de tudo , de nada e nem dos outros , assim , ao vento navega os sentidos que abrirão os sentidos da alma e o corpo tão simples , tão despojado , tão superior a qualquer consumo , ou insumo de ser um frágil consumidor de inutilidades , papel ou aberração , na absoluta leveza de si mesmo , estará vivo , sim estará vivo...
Decerrar a máscara , esquecer teu nome , amigos ou reflexos da vaidade ? Inimigos ou reflexo negro que negamos , que não queremos ver em nós mesmos ? Amor ou invenção falaciosa ? Luz ou trevas escondidas , posto que não vemos a luz? Vemos quando falta luz ; lindo é o dia de chuva , lindo é o dia de sol , lindo é qualquer dia e tudo mais é perfeito , posto que as lacunas já inexistentes , completa-se o ser e tudo mais será seu reflexo...
E tudo aquilo que não lhe é existente , passa a fluir , passa por seu ser incólume , indestrutível e eterno , na eterna criança anciã...
Não basta dizer , tem que ser , não basta ser tem que estar , portanto , cale tudo aquilo que te nega , olhe para o outro lado , para o lado aonde está a sua vida...


Luiz Grimaldi



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Et cognoscetis veritatem et veritas liberabit vos"


O ser humano é uma máquina automatizada na inércia - dentre seus medos - em afirmar-se em atitudes de mudança , vive , portanto , uma vida deficiente e com todas as suas reservas energéticas comprometidas , sem coragem de renascer em sua própria vida.
Moto perpetuidade de equívocos e divagadoras esperanças , de querer que algo mais aconteça , de querer que ocorra uma mudança , quando interiormente , não ocorre nada além daquilo que conhece , daquilo que pensa dominar - mas não domina - mas na verdade , mesmo que sofra , permite-se sofrer e não mudar , pois mudar pode significar , tão somente , encontrar o Incognoscível , mas que de fato o conhecimento de algo só se faz pela capacidade de interpretar e não pela pressa em julgar e desnudar todos os medos em justificativas e assim paralisar as atitudes...
Nietzsche , ao propor o eterno retorno , propôs a condição genuína do ser humano e é fato que a vida de infelizes seres tem a dominância do medo em mudar , do medo em tentar , do medo em renascer , isto acontece também pelo amortecimento do sentir ou a ausência existencial do ser , neste sentido o citado seria Sartre e o existencialismo , ou seja : A capacidade de sentir é preterida ao imediatismo das aparencias ; toma-se por verdade o infeliz senso comum , a imagem , a máscara , assim em verdade tudo o que somos é um fragmento simbólico de nós mesmos...
De todas as toxinas psíquicas acumuladas , a pior é a que alimenta um monstro que vê no espelho , todas as manhãs a negação de todas as suas esperanças , um pedaço de si mesmo , desfeito , uma estranha criatura que alimenta a sua futura depressão e em sua crescente infelicidade , não vê qua a única saída é morrer e renascer na própria vida , morrer , na mentira de sua própria interpretação e renascer , reinterpretar-se , na possibilidade de uma verdadeira vida...
Por vezes , quando uma doença surge , não é o fatal destino, vêm da miserável condição do ser de mentir-se ou omitir-se , frente a vida , vêm de sua fuga , frente a verdade da necessária luta pela evolução...
Ver ou ver-se não significa ver ou ver-se como os outros nos veem ou como nós nos vemos no cansaço traumático de nossa própria interpretação ou da nossa aceitação das mentiras , ver ou ver-se significa , ser e estar na condição de criar e renascer na criação , ou melhor , recriação de si mesmo , no recriar de outros referenciais de si mesmo , de possibilidades do que poderíamos ter sido , mas não fomos , do que podemos ser , mas não somos...
Existe um erro muito grande na atribuição dos valores para as ações humanas , as mesmas não devem estar em valorações subjetivas de fracasso ou derrota ou fazer o que pode trazer mais dinheiro e não aquilo que queremos fazer , vestir-se desta ou daquela maneira e não como queremos , disto e de tantos outros exemplos , observa-se que somos compelidos a negação em tudo e desta forma os papéis assumidos , por frágeis mascarados , transformam-se em correntes , em prisão e com a deliciosa condição de transgredir esses papéis , ou seja : Mentir no início , mentir no meio e mentir no fim , a condição de ser é a única verdade e não as circunstâncias em torno do ser , posto que assumirá as circunstâncias na medida exata da ausência de ser , ou suas interpretações tomarão o espaço que cabe a existência incólume do ser posto que as circunstâncias são preponderantes e o sub ser está em funçao das mesmas , mas se o ser estiver acima das mesmas , a necessária perspectiva , o ser está no caminho da evolução , do crescimento...
Podemos aceitar a dor como eterna , na condição , como também na ignorância que somos pó frente ao tempo ou podemos transmutar a dor em conhecimento e posterior sabedoria e assim com toda certeza será o tempo pó frente a assência do que seremos , no primeiro texto colocado neste blog ( nosce te ipsum )"Conhece-te a ti mesmo" tem uma metáfora que alude o que sentimos não somente ao que viveremos , mas como alimentaremos o ser , posto que não bastam as palavras e sim o que sentimos que ressoa a nossa essência , este ponto é muito importante , alude a qabalah e a magia da mesma e não aos recentes livros de milagres e promessas de seitas em se adquirir coisas , coisas e mais coisas para seres vazios ...
É fato que o maior atributo do ser , está em sentir o que destingue o ser , assim a lei da gravidade que mantêm em sua órbita , corpos gigantescos é infinitamente inferior a capacidade humana para o amor , posto desta forma , observa-se que o amor antecede e enquanto a lei da gravidade é condição , o amor é ser , assim os elementos de que somos compostos , transpõe o universo e todo curso do universo está em criar condições para que o ressoar flua em todas as dimensões...
A árvore aludida , portanto é que temos em nós a primazia do criador e da criação e que a mesma flue , incontestavelmente quanto mais nos aproximamos de nós mesmos , como a crisálida , poderemos cumprir com a promessa cósmica , de semear vida , em direção a consciência de ser...




Luiz Grimaldi

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"rursum puer esse" Renovatio ( renascer ) Vita ( vida , vitalidade ) Renovatiovita



Quem vive e quem morre , quem morre e quem não vive , é a vida , hora um espelho , hora um espectro de uma sombra incerta , vive o assassino de nossas forças tão conjunto a todas as nossas negações , quanto aos nossos convenientes juízos , tudo é invenção ...
O sentir em crepúsculo secular não conhece a aurora de novos tempos , quem sabe o amor busca a bi polaridade e o sexo todos os gostos ou quem sabe desgostos ?
Deuses ladrões de galinhas , levaram os sonhos junto a todas as mitologias ou quem sabe o último deles , um velho barbado e irascível , vaidoso , sempre a querer ouvir seu nome , por frágeis criaturas da terra que tem uma alma , roubou ou a lógica elementar , ou quem sabe o senso de humor ou quem sabe alimenta tantos céticos , rouba-me a fé e entregam-me de bandeja a lógica fria e decepada , nem o sol tem mais brilho ou calor , no inverno cruento da alma...
Durma minha alma , acalentado pelas carícias de meu corpo esperançoso , durma pois sei que um dia roubarei as asas de um anjo , mas não voarei para o céu , nem abraçarei o infeliz e derrotado anjo caído , que espera o fim do que sempre foi eterno e sempre será ...
Durma meu corpo , vestido de minha alma nua , no silêncio envolvente da eloquência do infinito , durma e venha , venha navegar por entre estrelas virginais e seres recém nascidos , com seus sonhos recém criados , venha minha alma e dê-me um beijo de luz , dê-me um nome ou quem sabe um ato , quem sabe o esvoaçar das asas de um beija-flor ou um arco-iris , vida , vida , vida tão somente a vida , leveza que arrebata o frio embate da razão , palavra sem palavra que fala mais do que cala , verbo sem verbo que é toda ação...
Não , nem deus está errado , mas tão somente o covarde ser que inventa grilhões para seu ardiloso poder , covarde , fraco e mais que mortal , patético estado de vida que quer reinventar a vida por conceitos e doutrinas doentias , não , nenhum sentido está errado , mas tão somente o sentido que este quer dar a tudo , para controlar , emudecer , calar a verdade e assassinar o sonho, nem diabos e nem cruzes , nem espinhos e nem flores , tudo existe a partir do que sinto , do que faço e do que faço sentir e mesmo que as ordálias de tudo quanto existe na grande cidade da humanidade , procure subtrair a essência de tudo quanto sou capaz de ser , espontaneamente , serei e caminharei , mesmo que com outros pés e outras dúvidas , outro corpo e pessoa , irmão ou eu mesmo junto a um irmão , caminharemos para a redenção da necessária ignorância que tivemos no caminho.
Mas quem sou eu ? essa partícula indizível que não tem morada , se eu o se outro , que diferença faz se ambos somos do sol , se ambos somos o pó das estrelas eternas e voltaremos a nascer estrelas distantes , pode meu nome ou minha forma cidadã seduzir o cosmos com sentido mais salutar que um indígena que estava ligado as árvores e aos animais ? Pode minha forma cidadã superar qualquer outra forma cidadã , de qualquer outro tempo e espaço ? Devo presumir que sou renascido ou reencarnado , se for pelo menos mudo e emudecido de mim mesmo , imagine se eterno de minha eterna negação , oh Deus cale-me de mim mesmo , cala-me...
Negação pois desaprendi a ser criança , desaprendi o sabor indelével das perspectivas , perdi a inocência ou a doce decência de ser a eterna criança , sim é esta a resposta , da pergunta que não fiz , mas sinto ...
Eis um dos mistérios da vitalidade , eis o que move o corpo ao sabor do espírito que sempre cresce e da alma alimentada sem os pecados de ir contra as doutrinas , ainda é tempo , não é mera inconsequência e muito menos fuga , voltar a ser criança , uma criança anciã , sempre pronta a aprender , uma criança , pronta , para andar pelo infinito e viver a eternidade...


Luiz Grimaldi




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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Abyssus abyssum invocat"


Ausência de percepção , falsa percepção , comodismo perceptivo ou incapacidade perceptiva ?

A natureza tem o poder de renovar-se , assim como o ser humano tem capacidade semelhante , esta regeneração é essencial para manutenção e sobrevivência , tanto do meio quanto do ser , contudo , quando não ocorre a regeneração forma-se um cíclo de toxidade , no meio esse cíclo de toxidade implica na extinção de espécies e no ser implica no assassinato da vida e de todas as possibilidades de evolução...
Por voltas incessantes no labirinto da loucura , dardeja o ser em trapos de carne do que outrora fora a vida e em todas as repetições de seu suplício , secam-se-lhes as lágrimas de seu próprio remorso por matar-se e matar...
Ter razão sem razão e dominar na imperícia de vícios diversos , sendo a vaidade sua rainha das sombras , cristaliza o ser a morte em vida e reflete em sua busca insana o meio ambiente , seu meio social e mesmo seu meio familiar...
Se morta a vida , automática e sem sorrir , procura o patético ser eternizar na temerária ignorância de sua impermanência , suas letais ações , contra si mesmo e outros , pois pensa emprestar da eternidade sua servidão , mas se não sabe ou não quer saber que a morte está mais próxima do que a pele que lhe cobre o corpo , como poderá saber ou perceber a falsa imagem de si que vive...
Adormeça ser , no ciclo de suas próprias ilusões e absoluta ignorância e compare seu adormecer , sua morte em vida , com a morte do meio e atribua a tua alma o mesmo tempo em despertar do próprio meio que destruistes , sinta todo meio adormecido , toda vida natural esgotada , somente rochas e atmosfera cinza , sim , perceba o adormecimento milenar e atribua , calmamante a tua alma o mesmo tempo de renascer ou acordar do sono desperto...
Vida não são somente as células que lhe compõe o corpo , teus pensamentos , teu agir , teu doar ou negar são vidas coexistentes , de todo ato que faz , assim em imagem e semelhança do criador é o ser humano um fluxo de criação constante ou a pior sombra , o pior abismo , assim , por resultado do contexto , converge ou diverge a alma , faz-se necesssário perceber para não perecer...

Luiz Grimaldi

domingo, 13 de novembro de 2011

"Abyssus abyssum invocat"


A palavra lavra e lavra e pelo verbo , engana , cala e desvirtua a atitude...




Luiz Grimaldi



Da divina mistura que se compõe o ser humano , dos seus divinos atributos , a confusão resultante do ordenamento dos mesmos é a consequência inevitável de sua própria vida , podemos mesclar , ou sentimento , ou razão e a pertinência e a impertinência dos instintos , une-se a esta difícil equidade , a luta insana por valores materiais ; posto que não é apenas uma luta de sobrevivência , mas é a luta pela alimentação cega das vaidades humanas , pela necessidade irracional de poder e permanência , aonde o poder reside na essência , assim como a permanência reside na percepção da essência que é a própria alma ...
Da essência somos compostos , mas no reflexo cego de nossas próprias imagens , negamos a essência , negamos o nosso verdadeiro poder realizador e consequentemente , negamos a deus que não poderá ser afirmado em palavras vazias , em ritos ou em qualquer ideologia que afaste o ser da completa equidade , entre o que pensa , entre o que fala e entre o que faz ...
Tão salutar é a sinceridade das tendências humanas , quanto debilitante é a falsa moral e estas mesmas tendências não propendem ao aparente caos que algumas ideologias religiosas pregam , mas propendem ao poder irrestrito da realização do ser , de sua felicidade ...
Se vivemos na mentira , como encontraremos na verdade a realização senão no caos ou no chamado destino , posto assim , destinar-se é ser e estar naquilo que se é verdadeiramente , quem espera , na aleatoriedade encontrar , aquilo que pode encontrar no ordenamento de suas atitudes , espera uma vida sem conquistas , uma vida incidente ...
As sociedades modernas tomam o ser como um insumo patológico de sua fabricação insana , fabricam-se seres doentes , fabricam-se seres desequilibrados , fabricam-se condições absurdas , fabricam-se tendências inexistentes , pobre é o patético diabo , frente a esta tendência , este que é a migalha de uma mitologia reinterpretada e convenientemente transformada encontra-se nas filas dos desempregados ...

Luiz Grimaldi
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"suae quisque fortuna faber est" Frank Miller


Por que a fé é tão pequena , menor que o instinto , o ser humano é o maior mentiroso da natureza , coexistir ou mentir a existência em papéis frívolos , que nem ao menos acreditamos , daí decorre o problema : O nosso corpo , a nossa razão , a nossa consciência sabem que estamos a mentir , mentir , ser ou não ser ? Eis a decorrência da ausência de graça  , eis a desgraça , eis a consequência do tédio incontrolável da inépcia humana , quando o ser perde o cerne de si mesmo e não consegue mais alimentar um "eu" tão fragilizado , tão inútil (...)
Qual o sentido do que quer seja , vale a pena de um sofrimento fútil , existência desmascarada , mídia descontrolada de lixo regurgitado pelo interesse dos poderosos , ignorância crassa valorizada , como único ideal de uma civilização sem rumo (...)
Em outra época , isto era chamado de escravidão , na nossa época é a pior escravidão , é a escravidão cega , daqueles que poderiam ver.

Luiz Grimaldi

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sic itur ad astra

Desejos desencontrados da essência primal do ser , confusões da vontade e todos os vícios que acendem infernos verdadeiros , solitário e abandonado no abismo que construiu , eis o ser contemporâneo à beira da morte ideológica de si mesmo , a sobrevivência do ser depende efetivamente do retorno do mesmo a sua essencial ligação , as suas origens , suas raízes...
Para onde vamos com tanta pressa , que não paramos nem para ver quem somos e muito menos o que queremos , cegos guiam cegos à beira do abismo , ser constrito em imagens cinzentas do que poderia ser...
Quanto mentira amanhece com o dia e quanta mentira adormece ou na insonia de problemas inexistentes , mata a vida que jaz morta há muito tempo...
Chegaremos as estrelas ou já chegamos , há muito tempo , quando vivíamos próximos do que somos , somos a promessa da divindade ou matamos a promessa no transcorrer do tempo ?
Assim chegaremos as estrelas e elas querem um ser tão inóspito aonde outros lá estiveram ? Selvagens , próximos a terra , coexistindo , sentindo , amando e em todos os sonhos voavam tão longe...
Assim chegaremos as estrelas , mentindo , matando , poluindo e com o amargor da hipocrisia regurgitada em falsos gestos para outros tantos seres amargos...
Assim chegaremos as estrelas , tristes e atrás de nós , pobre humanidade , jaz a pobre humanidade , mais que morta , muito mais que morta , morta em vida , ou chegaremos as estrelas e elas simplesmente não estarão mais lá ?


Luiz Grimaldi




sábado, 8 de outubro de 2011

Ipso facto


Quero ilustrar a anterioridade do que estou sentindo e por isso colocarei na íntegra um texto extraído , esse texto deveria figurar dentre os maiores documentos da humanidade e a profunda religiosidade social e humana que o texto contém , faz do mesmo mais do que uma oração, chego a sentir , que muito mais do que certas teologias ocidentais...
O texto será colocado na íntegra , sem correções...

Luiz Grimaldi

"Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976.


Em 1854, "O Grande Chefe Branco" em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma "reserva" para os índios.

A resposta do Chefe Seattle, aqui reproduzida na íntegra, tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas já feitas sobre o meio-ambiente:

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.

Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoanas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo,é sagrado na memória e na experiência de meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo a memóriae a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memóriasdo homem vermelho.

Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quandovão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da Terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugaronde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.

A água brilhante que se move nos riachos e rios não ésimplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de queela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de queela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagradae que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisasda vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.

Os rios nossos irmãos saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se deensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmocarinho que têm para com seus irmãos. Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras. Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranhoque chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.

O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhossão esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, comocoisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto. Não sei. Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.

Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ouo ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos. E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitáriode um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa. Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, eo cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisascompartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o aré precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritoscom toda a vida que ele sustenta.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o ventoque é adoçado pelas flores da campina.

Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem brancodeve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não entendo de outra forma. Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelohomem branco que os matou da janela de um trem que passava.

Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fumapode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamospara ficarmos vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreriade uma grande solidão do espírito. Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas.

Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pésé as cinzas de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terraé rica com as vidas de nossos parentes. Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.

Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem –o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas.

Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.

Podemos ser irmãos, afinal de contas. Veremos. De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um diadescobrir – nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejampossuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo. Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para como homem vermelho quanto para com o branco. A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezopor seu criador. Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.

Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algumpropósito especial lhes deu domínio sobre esta terrae sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando osbúfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantossecretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vistadas montanhas maduras manchadas por fios que falam.

Onde está o bosque? Acabou. Onde está a águia? Acabou. O fim dos vivos e o começo da sobrevivência."


Extraído de The Irish Press, sexta-feira, 4 de junho de 1976.

Sublata Causa Tollitur Effectus


Quem agoniza , de uma dor silenciosa e oculta , que fingimos não ver , que ignoramos , pois todos estamos em busca dos nossos interesses ? Agoniza o planeta e todos os seus recursos ou agoniza o ser que utiliza os recursos para um falso bem comum? Agoniza o futuro mais que certo ou o passado em dor por tudo que lutamos? Onde estão os ideais fugidios? De que valem palavras faladas e mesmo as escritas em livros, até mesmo santos, se a ação e omissão subtraem a verdade a todo o momento? Qual será o nosso legado?
Como podemos esquecer o passado ou quem sabe lembrar o futuro se tudo que existe reflete-se pelo que somos, em qualquer tempo e se não manifestamos a essência maior, não haverá qualquer juiz que julgue e muito menos um Deus estereotipado, inerte e antropomórfico , que perdoará , pode parecer complexo, mas creia no seguinte : Sua alma não é gratuita e muito menos é adquirida pelo cacarejar do nome de deus , sabe-se lá ! Um papagaio consegue também, nem será adquirida , quando do reflexo da temeridade do todo poderoso , buscar um falso respeito, uma falsa devoção, uma falsa fé , sua alma é alimentada por você , assim como teu corpo pelo alimento que você dá para ele , lembre-se que sóis gigantescos e tantas outras estrelas explodiram e semearam tantas outras e nosso corpo , material , vem do pó dessas estrelas , o universo , existiu e existirá , mas reciclando , para que algo melhor e melhor possa surgir , a vida é apenas um estado potencial , de algo muito maior que é a vida , por exemplo : Estado , líquido para gasoso, é um princípio de mudança , as estrelas vivem mais , posto a necessidade de sua existência maior , portanto estamos vivos por uma questão potencial de troca de estado e não de permanência e creia , morremos a cada dia , materialmente , é claro...
Assim a não gratuidade da alma é que não somos nem aquilo que pensamos, somos muito mais e esse corpo alma, se é que pode ser chamado assim, tem por alimento, o que sentimos , o que fazemos , assim esse corpo alma vai se completando , de outra forma a dor maior e muito maior é abandonar uma outra vida , em um lugar muito melhor do que o idealizado ou cantado ou postulado , por todos os artistas , poetas , escritores que já viveram , sim abandonar , ou uma segunda morte para que a vida possa continuar , saiba que nenhuma alma sobrevive na inanição das verdadeiras vontades e potenciais , atributos não vividos , das sensações não sentidas , que são suas conseqüentes , pela paralisia do ser frente a todo seu potencial...
O amor não é só uma palavra, tem que ser sentido e ao senti-lo resplandece a alma na ressonância plena do Criador, é óbvio que dar vazão a si não significa passar por cima dos outros , significa coexistir , mas não deixar de sentir , não deixar de viver ...
Tem pessoas que vivem automaticamente, espectros, não sentem mais, nem sensações, nem sentimentos e nem vivem , pois mesmo que vivam , não usufruem o presente da vida , o momento , a existência e tudo isso cristaliza a ALMA , que como colocado , terá que sair de um lugar ,“ sem palavras” , de tanto que é , para retornar , sim , renascer ...
Não é por uma punição de Deus, não, a alma é imortal, mas ela necessita de funcionalidade , exemplo : Você vai participar de uma maratona , mas fica um mês sem comer , o que será que acontece no dia da maratona ? Você vai conseguir “participar” da maratona? Então, é a qualidade do viver que determina a própria funcionalidade do corpo alma , a qualidade interior e é lamentável que o ser planetário, nós, humanidade, estamos justamente destruindo a funcionalidade do ser e do planeta , ou o grande espírito, significa que ao cuidar , ao zelar e preparar nosso planeta para as gerações vindouras , estaremos propiciando condições para que outros seres renasçam na possibilidade de fazer fluir o criador em si , e somente isto é orar , orar é sentir e ser , crescer e evoluir dentro do sincero potencial que temos , viver e evoluir não significa teorizar teologias mascaradas de poderes sempre corruptos , a vida maior é um reflexo das ações no nosso estado de viver e seremos e teremos mais e mais em decorrência do nosso sincero potencial vivido...
Somos responsáveis , pelo fim do mundo , ou retornaremos desse grande sono sombrio , no despertar de toda nossa vitalidade , de toda nossa vida , de toda nossa essência ressonante no Criador ?


Luiz Grimaldi


"Quod est Inferius est sicut quod est Superius, et quod est Superius est sicut quod est Inferius " Tábua Esmeralda (Hermes Trismegisto)


"Quod est Inferius est sicut quod est Superius, et quod est Superius est sicut quod est Inferius " Tábua Esmeralda (Hermes Trismegisto)


Existe um plano no ser humano , um plano estrelar , só que este plano não é a antropomorfização , nem mesmo a relação direta com a evolução da espécie homo sapiens , todos os potenciais são capacidades latentes , são promessas de um compromisso maior que temos com a evolução , evoluir não significa dogmatizar-se em religiões infantis , muito menos ser cético diante de todas as possibilidades que são oferecidas , não significa procurar ancôras ou tantas limitações ao crescimento e portanto significa , antes de compreender , ser , estar e viver , em plena potencialidade dos atributos da vontade ; nada que seja planejado , tudo que é tão somente refletido da própria essência é mais próximo de sua verdade , portanto : seja livre para andar seus próprios passos , encontre a verdade que ressoe profundamente sua alma e viva em explosiva vitalidade a sua vontade , sua alma que de apagada , acenderá e ascenderá ...
Aqui aonde estamos , somos mero reflexo , e reflexo difuso de tudo que podemos ser, mas o que fazer para encontrar isto? Simplesmente abrir a porta...


Falo ou calo ?


Luiz Grimaldi

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

nosce te ipsum

      




Esmorece a seiva , retorcida e ressequida a árvore da humanidade , deita as últimas saudades do seu apogeu e quanto ao sol , tórrido , mas antes doador de vida , calor insuportável , mas antes luz e esperança , este sol que abrasa ; árvore que na esperança , verdejou nas lutas e em todas as conquistas , sempre no resguardo do futuro , os fins que justificassem todos os meios , perdão ao instinto e a todos os egoísmos , a todas as guerras e assim procedeu , a marcha incessante de um tempo ilusório...
Insosso deserto calado de uma alma perdida , na prisão de um tempo fugaz e a vitalidade foi corroída na seca manifestação das já , não existentes sensações , não existentes sentimentos , protelar , fingir ser , caminhar , e caminhar , e caminhar sem olhar o caminho ou sem ser o caminho , o ser deixou de ter raízes de si mesmo , perdeu-se em si na maravilha mecânica em que se transformou , com poderes , muito além dos antigos deuses , cerrou os lábios ao sorrir , no amargor pleno de uma alma inóspita ...
A árvore mais parece uma pedra , mas não tão viva quanto , guarda em si contornos de vida e vem o tempo que partirá , transformará em pó ao destino de ventos incertos , de olhos sem brilho , sorrisos distantes , pensamentos confusos , que de deus , mesmo a fábula já não basta o que dizer da fé , resumida em palavras odiosas , daqueles que pregam ventos incertos , corações secos , alma pétrea , sem vida ...
Mas a árvore , creio e tão somente creio , em plena decomposição , recebeu a água do espírito , da liberdade de ser e de ser tudo que tem que ser e não será pó aonde é semente , enxutas as lágrimas , dançarão lágrimas , no êxtase do reencontro , reencontro do ser com Deus ? Plena prepotência ...
Do reencontro do ser consigo mesmo , isto e tão somente isto , é o caminho para reencontrar a Deus...



LuizGrimaldi