quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

potentia est in animum




Fala-se do poder das palavras ou de tudo que é desnecessário para o desenvolvimento dos seres , para a plenitude de viver dos mesmos , a questão é muito simples , todo conceito é mero instrumento do pensar para propiciar uma evolução verdadeira e toda palavra é mera arrogância de algumas pessoas que pretendem introduzir no cosmos uma responsividade a uma prepotência antropomórfica ; o universo somente irá responder , não pelo conceito e sim pela entronização do estado perceptivo de ser verdadeiramente , sem circunstâncias que qualifiquem ou palavras ou conceitos que expressem meramente a mentira , o verdadeiro estado tem a placidez da atitude centrada e não a insuficiência da retórica...






Luiz Grimaldi






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Alude-se aqui , não a restrição da palavra em orações evasivas mas o poder atuante da palavra na criação de nexos diretos para a atitude , algo que atualmente é visto como mistificação - as antigas fórmulas mágicas - em verdade não são mistificações , mas eram elementos para transposição de determinados níveis mentais ,  para outros níveis mentais utilizando-se da vitalidade - que é a união de diversos centros , existentes no ser humano , assim como no cosmos - ;  o meio e consequentemente o instrumento da atitude direcionada é o redirecionamento da vitalidade na obtenção de resultados verdadeiros , de outra forma é apenas o desenvolvimento dos vícios da personalidade , portanto de nada adianta a fé retórica , a fé conceito , ou o deus limitado de certas religiões - que apenas apagam a espiritualidade e todo o potencial da mesma - , a fé deve ser viva , atuante e sem elementos doutrinários ou fórmulas dominadoras...



Luiz Grimaldi

"Nihil est in intellectu quod ante fuerit in sensu. (Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos.)" Antigo





Fonte de poder ou destruição são os olhos e como usamos estes , o que queremos ver e o que deixamos de ver determinará a vida que levaremos , pois interpretaremos , diante de todas as nossas e demais fraquezas alheias o que pode ser melhor ou o que pode ser pior e disto , adivirá a alimentação de nossas almas ou sua inanição , portanto , basta saber que tudo é uma escolha...

Luiz Grimaldi



"Nihil est in intellectu quod ante fuerit in sensu"

Sentir a vida significa sentí-la com todos os sentidos e convertê-la para que os sentidos diretos , exteriores , busque ver somente o necessário para viver e no viver , evoluir , sinta a vida , não procure entendê-la , ou definí-la , pois a vida não entende aquilo que você pensa ser , a vida vive de fato aquilo que tu és.


Luiz Grimaldi






Sim e assim quando aprendemos a morrer em vida , quando o sonho não mais sorri e nem a saudosa esperança acena dias melhores , como de fato fazer para ser e viver a vida que abandonou os lábios cerrados , o sorrir mofado e as vãs palavras ? Neste mundo , cercado de vontades incongruentes , de cegos espectros manipuladores , como fazer para encontrar o caminho perdido?
Bastará sorrir falsamente ou quem sabe aceitar tudo de todos e aguardar , quem sabe um caos qualquer que tire o naufrágio de uma vida relembrada no fracasso ? O que de fato vale para tornar o espírito tão salutar que possa viver de verdade uma vida , nem feliz e nem triste , distante das incongruências das contradições ? Deveria o ser deixar-se levar somente pela religiosidade e assim mentir ao próprio deus , em seu falso conformismo ? Não seria de tantas mentiras que nasce a corrupção e esmorece a espontaniedade ? Será que devemos fazer da vida uma pergunta ou quem sabe milhões , ou na atitude da resposta , tomar a estrada e não mais chorar ou lamentar e simplesmente seguir adiante..
Quantos vampiros aguardam e os mesmos estão entre a moral que nem é tão certa e a lei que tem tantas lacunas , deveria de fato a sociedade crescer ou a sociedade é o despojo das vontades inexistentes , das vontades dirigidas ? Como pode o ser alimentar todos os vícios no sentir e manifestar-se e após isto cruzar as mãos e dobrar os joelhos em orações ?
Criador , criador , criador , que luta é esta que travamos com tantos fantasmas , com tanto pó da terra , com tanta ignominia e fuga desta por tanta falsidade ?
Viver , leve e sem medos , sem medo de simplesmente aceitar que não tem o domínio de tudo , de nada e nem dos outros , assim , ao vento navega os sentidos que abrirão os sentidos da alma e o corpo tão simples , tão despojado , tão superior a qualquer consumo , ou insumo de ser um frágil consumidor de inutilidades , papel ou aberração , na absoluta leveza de si mesmo , estará vivo , sim estará vivo...
Decerrar a máscara , esquecer teu nome , amigos ou reflexos da vaidade ? Inimigos ou reflexo negro que negamos , que não queremos ver em nós mesmos ? Amor ou invenção falaciosa ? Luz ou trevas escondidas , posto que não vemos a luz? Vemos quando falta luz ; lindo é o dia de chuva , lindo é o dia de sol , lindo é qualquer dia e tudo mais é perfeito , posto que as lacunas já inexistentes , completa-se o ser e tudo mais será seu reflexo...
E tudo aquilo que não lhe é existente , passa a fluir , passa por seu ser incólume , indestrutível e eterno , na eterna criança anciã...
Não basta dizer , tem que ser , não basta ser tem que estar , portanto , cale tudo aquilo que te nega , olhe para o outro lado , para o lado aonde está a sua vida...


Luiz Grimaldi



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Et cognoscetis veritatem et veritas liberabit vos"


O ser humano é uma máquina automatizada na inércia - dentre seus medos - em afirmar-se em atitudes de mudança , vive , portanto , uma vida deficiente e com todas as suas reservas energéticas comprometidas , sem coragem de renascer em sua própria vida.
Moto perpetuidade de equívocos e divagadoras esperanças , de querer que algo mais aconteça , de querer que ocorra uma mudança , quando interiormente , não ocorre nada além daquilo que conhece , daquilo que pensa dominar - mas não domina - mas na verdade , mesmo que sofra , permite-se sofrer e não mudar , pois mudar pode significar , tão somente , encontrar o Incognoscível , mas que de fato o conhecimento de algo só se faz pela capacidade de interpretar e não pela pressa em julgar e desnudar todos os medos em justificativas e assim paralisar as atitudes...
Nietzsche , ao propor o eterno retorno , propôs a condição genuína do ser humano e é fato que a vida de infelizes seres tem a dominância do medo em mudar , do medo em tentar , do medo em renascer , isto acontece também pelo amortecimento do sentir ou a ausência existencial do ser , neste sentido o citado seria Sartre e o existencialismo , ou seja : A capacidade de sentir é preterida ao imediatismo das aparencias ; toma-se por verdade o infeliz senso comum , a imagem , a máscara , assim em verdade tudo o que somos é um fragmento simbólico de nós mesmos...
De todas as toxinas psíquicas acumuladas , a pior é a que alimenta um monstro que vê no espelho , todas as manhãs a negação de todas as suas esperanças , um pedaço de si mesmo , desfeito , uma estranha criatura que alimenta a sua futura depressão e em sua crescente infelicidade , não vê qua a única saída é morrer e renascer na própria vida , morrer , na mentira de sua própria interpretação e renascer , reinterpretar-se , na possibilidade de uma verdadeira vida...
Por vezes , quando uma doença surge , não é o fatal destino, vêm da miserável condição do ser de mentir-se ou omitir-se , frente a vida , vêm de sua fuga , frente a verdade da necessária luta pela evolução...
Ver ou ver-se não significa ver ou ver-se como os outros nos veem ou como nós nos vemos no cansaço traumático de nossa própria interpretação ou da nossa aceitação das mentiras , ver ou ver-se significa , ser e estar na condição de criar e renascer na criação , ou melhor , recriação de si mesmo , no recriar de outros referenciais de si mesmo , de possibilidades do que poderíamos ter sido , mas não fomos , do que podemos ser , mas não somos...
Existe um erro muito grande na atribuição dos valores para as ações humanas , as mesmas não devem estar em valorações subjetivas de fracasso ou derrota ou fazer o que pode trazer mais dinheiro e não aquilo que queremos fazer , vestir-se desta ou daquela maneira e não como queremos , disto e de tantos outros exemplos , observa-se que somos compelidos a negação em tudo e desta forma os papéis assumidos , por frágeis mascarados , transformam-se em correntes , em prisão e com a deliciosa condição de transgredir esses papéis , ou seja : Mentir no início , mentir no meio e mentir no fim , a condição de ser é a única verdade e não as circunstâncias em torno do ser , posto que assumirá as circunstâncias na medida exata da ausência de ser , ou suas interpretações tomarão o espaço que cabe a existência incólume do ser posto que as circunstâncias são preponderantes e o sub ser está em funçao das mesmas , mas se o ser estiver acima das mesmas , a necessária perspectiva , o ser está no caminho da evolução , do crescimento...
Podemos aceitar a dor como eterna , na condição , como também na ignorância que somos pó frente ao tempo ou podemos transmutar a dor em conhecimento e posterior sabedoria e assim com toda certeza será o tempo pó frente a assência do que seremos , no primeiro texto colocado neste blog ( nosce te ipsum )"Conhece-te a ti mesmo" tem uma metáfora que alude o que sentimos não somente ao que viveremos , mas como alimentaremos o ser , posto que não bastam as palavras e sim o que sentimos que ressoa a nossa essência , este ponto é muito importante , alude a qabalah e a magia da mesma e não aos recentes livros de milagres e promessas de seitas em se adquirir coisas , coisas e mais coisas para seres vazios ...
É fato que o maior atributo do ser , está em sentir o que destingue o ser , assim a lei da gravidade que mantêm em sua órbita , corpos gigantescos é infinitamente inferior a capacidade humana para o amor , posto desta forma , observa-se que o amor antecede e enquanto a lei da gravidade é condição , o amor é ser , assim os elementos de que somos compostos , transpõe o universo e todo curso do universo está em criar condições para que o ressoar flua em todas as dimensões...
A árvore aludida , portanto é que temos em nós a primazia do criador e da criação e que a mesma flue , incontestavelmente quanto mais nos aproximamos de nós mesmos , como a crisálida , poderemos cumprir com a promessa cósmica , de semear vida , em direção a consciência de ser...




Luiz Grimaldi

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"rursum puer esse" Renovatio ( renascer ) Vita ( vida , vitalidade ) Renovatiovita



Quem vive e quem morre , quem morre e quem não vive , é a vida , hora um espelho , hora um espectro de uma sombra incerta , vive o assassino de nossas forças tão conjunto a todas as nossas negações , quanto aos nossos convenientes juízos , tudo é invenção ...
O sentir em crepúsculo secular não conhece a aurora de novos tempos , quem sabe o amor busca a bi polaridade e o sexo todos os gostos ou quem sabe desgostos ?
Deuses ladrões de galinhas , levaram os sonhos junto a todas as mitologias ou quem sabe o último deles , um velho barbado e irascível , vaidoso , sempre a querer ouvir seu nome , por frágeis criaturas da terra que tem uma alma , roubou ou a lógica elementar , ou quem sabe o senso de humor ou quem sabe alimenta tantos céticos , rouba-me a fé e entregam-me de bandeja a lógica fria e decepada , nem o sol tem mais brilho ou calor , no inverno cruento da alma...
Durma minha alma , acalentado pelas carícias de meu corpo esperançoso , durma pois sei que um dia roubarei as asas de um anjo , mas não voarei para o céu , nem abraçarei o infeliz e derrotado anjo caído , que espera o fim do que sempre foi eterno e sempre será ...
Durma meu corpo , vestido de minha alma nua , no silêncio envolvente da eloquência do infinito , durma e venha , venha navegar por entre estrelas virginais e seres recém nascidos , com seus sonhos recém criados , venha minha alma e dê-me um beijo de luz , dê-me um nome ou quem sabe um ato , quem sabe o esvoaçar das asas de um beija-flor ou um arco-iris , vida , vida , vida tão somente a vida , leveza que arrebata o frio embate da razão , palavra sem palavra que fala mais do que cala , verbo sem verbo que é toda ação...
Não , nem deus está errado , mas tão somente o covarde ser que inventa grilhões para seu ardiloso poder , covarde , fraco e mais que mortal , patético estado de vida que quer reinventar a vida por conceitos e doutrinas doentias , não , nenhum sentido está errado , mas tão somente o sentido que este quer dar a tudo , para controlar , emudecer , calar a verdade e assassinar o sonho, nem diabos e nem cruzes , nem espinhos e nem flores , tudo existe a partir do que sinto , do que faço e do que faço sentir e mesmo que as ordálias de tudo quanto existe na grande cidade da humanidade , procure subtrair a essência de tudo quanto sou capaz de ser , espontaneamente , serei e caminharei , mesmo que com outros pés e outras dúvidas , outro corpo e pessoa , irmão ou eu mesmo junto a um irmão , caminharemos para a redenção da necessária ignorância que tivemos no caminho.
Mas quem sou eu ? essa partícula indizível que não tem morada , se eu o se outro , que diferença faz se ambos somos do sol , se ambos somos o pó das estrelas eternas e voltaremos a nascer estrelas distantes , pode meu nome ou minha forma cidadã seduzir o cosmos com sentido mais salutar que um indígena que estava ligado as árvores e aos animais ? Pode minha forma cidadã superar qualquer outra forma cidadã , de qualquer outro tempo e espaço ? Devo presumir que sou renascido ou reencarnado , se for pelo menos mudo e emudecido de mim mesmo , imagine se eterno de minha eterna negação , oh Deus cale-me de mim mesmo , cala-me...
Negação pois desaprendi a ser criança , desaprendi o sabor indelével das perspectivas , perdi a inocência ou a doce decência de ser a eterna criança , sim é esta a resposta , da pergunta que não fiz , mas sinto ...
Eis um dos mistérios da vitalidade , eis o que move o corpo ao sabor do espírito que sempre cresce e da alma alimentada sem os pecados de ir contra as doutrinas , ainda é tempo , não é mera inconsequência e muito menos fuga , voltar a ser criança , uma criança anciã , sempre pronta a aprender , uma criança , pronta , para andar pelo infinito e viver a eternidade...


Luiz Grimaldi




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